#27 (Cherry)

Ruiva Cult – Parte 1

Outro dia, estava numa livraria no centro da cidade a procura de um bom livro pra preencher minhas tardes. Estava começando o outono, o tempo estava mais fresco, perfeito para ler, relaxar meus dedos e exercitar meus olhos e mente. Ler é uma das coisas que mais amo… só perde pra uma carne bem macia na minha língua, pingando de prazer. Pois bem, andei pelos dois andares da livraria, muito concentrada em encontrar algo que me chamasse atenção mas, lá do segundo andar, pude ver uma ruiva natural que me roubou todo o foco da procura. Porque as ruivas têm esse poder magnético? Será que é porque os cabelos brilham no sol, feito cobre limpo? Não sei até hoje. Só sei que são meu ponto fraco. Assim que avistei aquela ninfeta (sim, era uma ninfetinha espetacular) sai pegando qualquer livro que via na minha frente para acompanha-la na mesa pra leitura. Desci a escada em espiral sem tirar os olhos da beldade pra não perder nenhum movimento da sua boca rosinha e pequena, que sussurrava partes do livro que estava lendo. Driblei uma ou duas pessoas e, finalmente, cheguei até a ruivinha, sentei de frente pra ela e abri um dos livros que havia pego.

Como eu não tinha noção do que estava pegando, dei o primeiro fora quando abri e percebi que o livro era um bestseller de conteúdo meio pornográfico (só por isso foi bestseller, diga-se de passagem), que envolvia uma história meio sadomasoquista e tons de uma determinada cor. Assim que percebi o livro que havia pego, fechei rapidamente e peguei outro, mas a ruivinha já havia percebido do que se tratava e exibia um sorrisinho de canto, como quem diz “que vergonha por ela ter pego esse livro” mas podendo ser facilmente entendido como “que idiota puritana! Nem gosta de putaria tsc tsc tsc“. Escolhi a segunda opção.

Abri o outro livro e fiquei “lendo” enquanto dava umas olhadas pra cima para decifrar a menina; cada hora examinava um canto do corpo diferente: primeiro seu rosto, depois o colo e por fim os seios. O rosto foi desenhado a partir do esboço de uma boneca de porcelana, seu nariz era super pequeno assim como a boca e os olhos verdes brilhavam como se tivesse um sol próprio para iluminá-lo. O colo, levemente marcado pelas saboneteiras, me chamava para virar uma vampira e sugar o pescoço da ninfeta até a ultima gota de sangue e, além disso, abriam caminho para os seios suculentos que estavam quase saltando do decote da camisa branca apertada que usava… naquele momento, os seios estavam apontando para o céu, ouriçados por um possível pensamento sujo que passara em sua mente. Resolvi, finalmente, olhar oque ela estava lendo e confirmei que o segundo motivo para o sorrisinho estava certo: ela lia Justine, obra de Marquês de Sade – 1791 (google it).

Um anjo que lê Marquês de Sade! Oque mais eu poderia querer numa tarde de outono? Foda-se a leitura, vamos à carne.

A ruivinha percebeu a minha olhada e meu sorriso pós descoberta do demônio que havia dentro dela. Ela riu e murmurou algo que foi abafado pelo livro que estava na direção do seu rosto. Fui rápida em aproveitar a deixa.

– Oi? … Disse alguma coisa? – Perguntei com a cara de pau de sempre.

– Sim. Perguntei porque deixou de ler aquele outro livro? É bom…

A minha vontade de explicar todo o motivo de não gostar de 50 tons de cinza era mínima, então resumi dizendo que “gosto mais de Marquês de Sade” e dei um sorriso safado em seguida. Recebi um “eu também” como resposta e logo depois a garota mergulhou no livro novamente (minha boceta fez bico nessa hora, achando que a chance de receber aquela língua estava perdida). Minutos depois, quando já estávamos entretidas demais nos livros pra continuar o assunto, sinto a perna dela passar na minha por debaixo da mesa e chegar até o joelho… ela havia tirado as sandálias, assim consegui sentir seus dedos com esmalte se arrastando por toda a minha perna, até meus pés. Fechei os olhos, respirei fundo e passei a mão em seu pé de leve quando ela repetiu o movimento. Olhei por baixo da mesa… o esmalte era vermelho. Ficava linda na pele branquinha que ela tinha.

Baixei o livro e olhei pra cara dela, que agora me olhava com aquela cara safada de quem me daria ali mesmo, em cima da mesa, no meio da livraria. Estiquei meu braço sob a mesa e cheguei até seu joelho, provocando na ruivinha um arrepio leve mas que era suficiente pra me dar coragem de fazer o pedido. “Você não quer sair daqui? Podemos ler juntar esse Marquês de Sade e, quem sabe, você me convenceria de ler 50 tons de cinza.” Ela respondeu com a cabeça e fechou o livro, levantamos e fomos para o caixa pagar nossos geradores de imaginação. Percebi só naquele momento que ela estava com uma saia jeans minúscula e super apertada, revelando sua tattoo na coxa direita. Minha amiga começou a pulsar na hora (amo mulheres tatuadas).

– E ai, vai levar o seu? – Ela perguntou, olhando meu corpo de cima a baixo.

– Não, prefiro ler com você o Justine. Me deixe pagar.

Tentei pegar o livro de sua mão mas ela o segurou, fazendo me aproximar mais do seu corpo quente. Acariciou meu braço e disse que não precisava, mas agora ela já segurava minha mão, me prendendo cada vez mais a ela. Éramos quase do mesmo tamanho, oque podia facilmente nos confundir como irmãs (de pais diferentes…) então não exitamos em continuar próximas; passei meu braço sobre o ombro dela e ela agarrou no coes da minha calça. Estava tudo muito quente nessa hora. Saímos da livraria e sentamos num café pra ela ler as páginas do livro erótico que havia comprado.

Percebi o quão enigmática era ela: em nenhum momento ela disse oque queria. Simplesmente demonstrava, com ações que poderiam ser confundidas com simples inocências mas que eu correspondia da forma mais puta possível e ela aceitava. Eu poderia ter sido presa dentro daquela livraria ou no café, onde passei meu dedo por cima de sua calcinha enquanto ela lia o conto no meu ouvido, mas não aconteceu… ela realmente queria aquilo só não deixava muito claro, oque tornou tudo mais interessante. Vi que teria que desvendar todo o mistério que era Carmen (that’s her name!). Comecei, como havia dito, provocando-a com meu dedo enquanto escutava sua voz de veludo me contando as partes mais sujas do livro, ela contava suspirando. Por vezes parou de falar e deixou sua cabeça deitar em meu ombro enquanto suas pernas se abriam involuntariamente para receber o meu dedo. Quando percebi que o tecido já estava molhado, olhei para os lados pra me certificar de que não havia ninguém olhando nosso contato (ainda…), afastei sua calcinha de renda branca e meu dedo indicador escorregou pra dentro daquela boceta suculenta e carnuda. A menina desistiu de ler pra mim e soltou um gemido baixinho mas delicioso, pegou no meu rosto e mordeu meu lábio enquanto eu já ia socando devagar e fazendo movimentos circulares com o dedão no grelo dela. Tive que beijá-la pra abafar seu gemido, que ia ficando cada vez mais alto e isso chamou a atenção das pessoas do café.

– Shhhhh! Geme baixinho se não vão nos tirar daqui. – Tentei explicar, mas ela já estava de olhos fechados e sabe-se lá aonde sua mente fora se esconder. Resolvi parar com a brincadeira e dei um abraço na ruivinha, rindo de leve. Marcamos um encontro, ao pé do ouvido, para o dia seguinte pois ela tinha aula naquele dia ainda. Sorrimos uma para outra e, antes de sair, ela pegou a mão que eu usei como instrumento de provocação e chupou o dedo que explorou sua carne melada.

Não preciso nem comentar o estado da minha calcinha naquela hora, senhores… Acho que vocês me entendem.

– Como você quer que eu me vista amanhã? – Ela perguntou, assim que saímos do café. Os olhares das pessoas ainda ardiam pelas minhas costas. “Vá de vestido… o mais curto e fácil de tirar que você tiver no armário” eu disse, entregando meu endereço anotado num guardanapo. Dei um ultimo selinho na ninfeta e fui embora…

C-O-N-T-I-N-U-A…

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