#30

Café com aroma de cereja

Cherry passou na porta do meu trabalho, seu convite foi tão inocente quanto irrecusável: tomar um café e matar as saudades. Havia tempo que não nos víamos, digamos que 3 semanas sem a presença da cereja em minha vida é suficiente para provocar em mim crises cruéis de abstinência, delírios, tremedeiras e outros sintomas daqueles que não conseguem (ou não desejam) privar-se de seu querido entorpecente.

Ela estava discretamente vestida com uma blusa discretamente decotada, calça preta colada ao seu delicioso corpo, e os cabelos presos em um rabo-de-cavalo. Leitor, relembre a Cherry aqui e aqui. Quando saí do prédio aqueles olhos pequenos e sedutores percorreram meu corpo, e sua boquinha desenhada por anjos convidou-me para um beijo imediato. Ainda assim, pulamos a parte do beijo pois temos noção de nossa falta de controle quando nossos corpos se encontram, e o movimentado centro da cidade não é um cenário propício para calientes trocas de afeto.

Enquanto caminhávamos rumo à cafeteria, discutimos assuntos variados, mas o desejo de possuir aquela moreninha imediatamente não permitia que eu me concentrasse em qualquer coisa que não fosse o movimento daquela menina tesuda em seus passos curtos, mas decididos. Como a cafeteria estava muito cheia, seguimos rumo a uma livraria próxima que, além de alimentar nossa paixão por livros, também servia um café de qualidade ímpar.

Logo que adentramos o recinto e pegamos a primeira escada rolante, aproximei-me de Cherry por trás, segurando-a pela cintura, aproximando o rosto de seu pescoço, sentindo em uma só tacada o incomparável cheiro suave de sua pele morena, bem como o adocicado perfume emanado por seus cabelos. Cherry manteve-se estática, mas pude sentir que o fluxo de tesão fluíra pelo seu corpo, pois a morena tem o hábito de morder discretamente seu lábio inferior quando está dominada pelos prazeres da carne. Mas antes que chegássemos ao pavimento superior, Cherry me afastou.

“Para Del, não faz isso.” – adoro seu olhar quando busca ser incisiva.

Del pode ter várias características positivas, mas definitivamente o auto-controle não faz parte deste ról. De qualquer forma, ocultei o máximo que pude a eclosão de minha trosoba interplanetária, e continuamos caminhando pela livraria adentro, rumo ao pequeno restaurante em que serviam o fantástico café. Como de costume, fiz opção por um simples espresso (o qual tomo sem açúcar), e Cherry refletiu sua doçura na escolha: um exuberante mocaccino de caramelo.

Ela queria falar sobre assuntos diversos, eu queria falar sobre sexo e estimular o desejo da morena por minha pessoa. Quis que ela soubesse que meu desejo era tão grande e incontrolável, que eu não hesitaria em devorá-la sobre aquela mesa, causando nos expectadores um mix de sentimentos de reprovação e desejo, fatalmente transformando aquele discreto recinto em palco uma orgia faraônica. Uma pena que a realidade seja mais monocromática do que os desejos mais perversos do ser humano, então tive que me contentar em seduzir Cherry com mensagens de texto, mesmo ela estando diante de mim, afinal caso aquela senhora puritana ouvisse tudo o que eu tinha a dizer para a minha morena, provável que suas lembranças da juventude à levassem a um colapso, ou ao ímpeto de alvejar-me com sua pesada bolsa.

Cherry respondia às mensagens com olhares inebriantes e mordidas de lábio sedutoras. Seu pé deliciosamente tocava em minha perna, enquanto nossas mãos mantinham contato e eram o único ponto fixo de contato entre nossos corpos incandescentes, por isso a intensidade de nosso toque era fantástica. Precisávamos de mais privacidade, precisávamos imediatamente exacerbar todo aquele tesão que só se multiplicava em nosso interior, então sugeri que fôssemos ao meu carro, gastar os últimos momentos que tínhamos juntos (contra a minha vontade, precisávamos trabalhar), mas propus um desafio a mim mesmo: eu prometi fazer Cherry gozar apenas com palavras.

Ela aceitou minha ideia e juntos caminhamos para o estacionamento, entramos em meu carro, eu no assento do motorista e ela no carona. Quando senti o aroma sexual de Cherry fluir por todos os seus poros, percebi o quão difícil seria resistir ao desejo de tocar naquele corpo, arrancar sua roupa e violar profundamente sua intimidade dentro daquele carro. Mas novamente tive que apelar para o tal auto-controle, ainda que os impulsos da minha trosoba fossem inversamente proporcionais à minha tentativa de ater-me ao desafio.

Nos parágrafos que se seguem, transcreverei em primeira pessoa exatamente aquilo que disse à morena Cherry.

Você está deliciosa hoje, mas isso não é novidade. A novidade é que eu adoraria agora estar beijando o seu pescoço, da forma que você sabe que só eu faço. Talvez enquanto eu beijasse seu pescoço, eu também poderia estar passando a mão na sua coxa, deslizando lentamente rumo à sua bucetinha deliciosa, que nesse momento está molhada…eu sei que está molhada, sei que você está lutando contra você mesma para se controlar e não sentar aqui no meu colo.

Pois bem, é isso mesmo que eu adoraria fazer com você, colocar você sentadinha aqui no colo do papai, garotinha, vem sentar aqui e sentir meu pau preenchendo sua prexequinha inteira, sei que você pensa nisso todos os dias e morre de saudades das nossas transas selvagens. Adoraria agora comer você de todas as maneiras possíveis, inclusive colocar você apoiada no capô, com a bundinha empinada pra mim…ahhh…imagina Cherry, imagina você empinada pra mim e meu pau te rasgando gostoso por dentro, eu puxando forte seu cabelo, dando vários tapas na sua bunda, deixando ela toda vermelha. 

Imagina isso, eu sei que você está ficando ainda mais molhada, essa buceta não aguenta mais de desejo de receber minha piroca pulsando dentro dela. Então vem, vem sentar aqui no meu colo sua putinha safada, sua vagabunda, piranha deliciosa, eu adoro te comer, adoro fazer de você a minha puta, minha cadela. Adoro quando você faz essa cara de tesão, adoro quando você geme sendo invadida pelo meu pau, isso sua gostosa devassa, mostra pra mim como você me deseja, geme mesmo como uma putinha safada.

Cherry se masturbava deliciosamente ao meu lado, e eu tentava o máximo não tocá-la com as mãos, apenas o timbre da minha voz (que tanto a seduz) penetrava fundo em sua intimidade, e detonava os estopins mais remotos de seu tesão vulcânico. Os gemidos da morena se tornavam cada vez mais intensos e deliciosos à medida que eu continuava lhe copulando com as palavras. De vez em quando ela não resistia e tentava agarrar-me a trosoba, ou puxar minha mão na direção de sua pepeca, que tinha seu aroma em domínio pleno do ambiente. Que delícia de mulher!

Continuei com o sexo verbal:

Isso putinha, vagabunda safada, goza pra mim, goza como se eu estivesse estocando minha piroca com força em você agora. Vai! Goza para o seu daddy, goza para aquele que te enloquece de tesão, sua vagabunda safada, puta deliciosa. Estou louco para te comer como você merece, arregaçar essa buceta deliciosa, sentir seu mel escorrendo na minha boca e na minha pica, meter em você até gozar e encher sua buceta do meu leite quente. Sua puta, gostosa!

Nesse momento fomos agraciados com o momentum perfeito para um gozo épico da morena. O rádio do carro estava sintonizado em uma estação de Rock, e a música que tocava no rádio era Dream On, do Dio. Cherry se masturbava em um ritmo frenético, e seus movimentos pareciam orquestrar os solos de guitarra da música. Minha doce maestra morena transformava aqueles riffs na trilha sonora ideal e inesquecível para a nossa diversão.

“Sing with me, sing for the year 
Sing for the laughter, sing for the tears 
Sing with me, if it’s just for today 
Maybe tomorrow, the good lord will take you away”

Os gemidos de Cherry eram a canção, e faziam pleno jus ao refrão da música. Aquela loucura em que estávamos imersos era tão intensa que parecíamos não nos importar com nada mais. Vimo-nos transportados para uma dimensão paralela, um universo voltado apenas para as mais inebriantes das sensações sexuais.

Não havia mais como ocultar minha virilidade, meu membro pulsava inquieto dentro da cueca como uma fera enjaulada. Cherry percebeu e buscou com uma mão tocar em minha trosoba fumegante. No way! O trato era que ela gozasse apenas com o estímulo sexual de meu timbre de voz, e meu roteiro de uma transa perfeita recitado a centímetros de seu ouvido.

“Dream On (3x)
Dream until your dreams come true 
Dream On (3x) 
Dream until your dream comes through 
Dream On (7x)”

O tesão de Cherry já não cabia mais dentro de seu pequeno corpo. A morena se contorcia e gemia, aliás, gritava, entoava um cântico sexual de magnânima grandeza, fazia movimentos enlouquecedores à medida que Dio repetia “Dream On” nos auto-falantes do carro e eu me aproximava cada vez mais do ouvido de Cherry para penetrar-lhe fundo apenas com palavras, violar sua integridade sexual com toda a minha testosterona transformada em ondas sonoras.

Mais alguns instantes e aconteceu o que esperávamos, Cherry foi envolvida pela magia do gozo, um orgasmo arrebatador, épico, fabuloso, espetacular! A morena fitava-me com olhos incrédulos, e me encantava, seu rosto de tesão é a minha referência de beleza. Bati-me para certificar-me que não sonhava. E meu desejo agora era rasgar toda a roupa dela e dar-lhe outro orgasmo, e mais outro, e inúmeros, fazer Cherry entrar em órbita com uma sequência inimaginável de  pulsos orgásmicos explosivos.

De qualquer forma mantive a compostura, e os últimos acordes de “Dream On” morriam nos tweeters. Diante da minha promessa cumprida, Cherry apenas reagiu beijando-me, um beijo doce, suave, delicioso, com aroma de cereja.

OBS: Conteúdo fictício. Qualquer nome, local ou situação presente neste texto não possui qualquer relação com a realidade. Em caso de dúvida, leia nossa Política de Responsabilidade.

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